É a primeira vez desde agosto de 2010 que o índice fica abaixo do centro da meta do BC, de 4,5%

Inflação acumulada em 12 meses segue encolhendo - Divulgação

 Ao cair para 4,08%, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) no acumulado em 12 meses atingiu o menor nível em dez anos em abril e voltou a ficar abaixo do centro da meta estabelecida pelo BC, de 4,5% no ano. O resultado não vinha tão baixo assim desde julho de 2007, quando ficou em 3,74%. Em abril do ano passado, a taxa estava em 9,28% no acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores. Em relação a março, o índice desacelerou para 0,14%, o menor para o mês desde o início da série histórica em 1994. No ano passado, a taxa havia ficado em 0,61% nesse mesmo mês. Em 2017, o índice acumulado é de 1,10%.

Os dados vieram abaixo da expectativa de analistas. De acordo com especialistas consultados pela Bloomberg, a previsão era de o índice desacelerar 0,16% na passagem de mês e de 4,57% para 4,10% no acumulado de 12 meses.

ENERGIA RECUA NO MÊS

A redução na taxa do IPCA de 0,25% para 0,14% de março para abril veio das contas de energia elétrica, mais baratas em 6,39%, além dos combustíveis, cujos preços caíram 1,95%. Com a queda nas contas, a energia, responsável pela significativa parcela de 3,5% da despesa das famílias, representou o maior impacto negativo no índice geral no mês, de -0,22 pontos percentuais. Os combustíveis, responsáveis por parcela ainda mais significativa, de 5% da despesa das famílias, vieram em seguida, com -0,10 ponto percentual, já que caíram menos.

A queda de 6,39% no item energia elétrica foi influenciada por descontos aplicados sobre as contas, por decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de modo a compensar os consumidores pela cobrança indevida, em 2016, do chamado Encargo de Energia de Reserva (EER) destinado a remunerar a usina de Angra III. Isto, junto com a introdução, em primeiro de abril, da bandeira vermelha em substituição à amarela, trazendo um acréscimo de R$ 3,00 a cada 100 kwh ao invés de R$ 2,00.

A energia elétrica foi a responsável pelos preços do grupo habitação terem deflação de 1,09% na passagem do mês. Artigos de residência e transportes também ficaram no campo negativo, de -0,28% e -0,06%, respectivamente. A maior alta foi registrada pelo grupo saúde e cuidados pessoais, de 1%.

A pequena queda no grupo transportes (-0,06%) foi influenciada pelos combustíveis (-1,95%), já que o litro da gasolina ficou mais barato em 1,75% e o etanol em 3,33%. Por outro lado, houve, no grupo, pressão das passagens aéreas, com alta de 15,48%, e dos ônibus urbanos, com 0,69%. Saúde e cuidados pessoais (1%) teve os medicamentos na liderança dos principais impactos no índice do mês. Isto porque os preços aumentaram 1,95%, gerando impacto de 0,07 ponto percentual. Refletiram o reajuste anual que passou a valer a partir de 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo do medicamento.

Em alimentação e bebidas a variação foi 0,58%, com aumento nos preços de vários produtos, como tomate (29,02%) e batata-inglesa (20,81%). Já outros, como óleo de soja (-4,17%) e arroz (-1,69%) ficaram mais baratos de um mês para o outro.

POR REGIÕES

Regionalmente, em 12 meses, das 13 regiões pesquisadas pelo IBGE, cinco têm resultados inferiores ao geral, de 4,08%. A região metropolitana do Rio acumulou alta de 4,68% no período. Na passagem de mês, quatro regiões apresentaram deflação. Outras duas também ficaram abaixo da média geral, e 0,14%. O Rio, nessa comparação, teve variação igual a do mês passado, de 0,38%.

A perspectiva de economistas para a inflação neste ano permaneceu em trajetória de queda na pesquisa Focus divulgada há dois dias pelo Banco Central (BC). Porém, para 2018 aumentou pela primeira vez após quatro semanas. Agora, a projeção para a alta da inflação oficial do país, em 2017, é de 4,01%, contra 4,03% no levantamento anterior. Essa foi a nona redução consecutiva. Em relação ao ano que vem, porém, os especialistas passaram a prever uma inflação de 4,39%, 0,09 ponto percentual a mais do que no levantamento anterior.


O Globo


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