Teve movimentação, na tarde de ontem, segunda-feira (08), no Supremo Tribunal Federal, o inquérito que investiga o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) sobre o caso do “Dinheiro Viador”, também conhecido como “Caso Concorde”.

O Supremo Tribunal Federal solicitou a Procuradoria Geral da República (PGR) o parecer, que pode transformar o inquérito em processo contra o parlamentar paraibano.

Os autos estavam no Supremo e foram devolvidos ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pode ou não oferecer a denúncia contra o senador paraibano ao plenário do STF. A Operação Concorde, da Polícia Federal, apurou esquemas de desvios de recursos e lavagem de dinheiro na campanha eleitoral do PSDB da Paraíba em 2006.


A operação se tornou lendária em João Pessoa (PB), porque literalmente choveu dinheiro na capital paraibana. Para não ser pego em flagrante pela PF, um operador da política local teria jogado R$ 400 mil do alto do edifício Concorde, o que deu nome ao caso.


O processo está nas mãos da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, que, no dia 3 de dezembro de 2012, pediu providências ao juiz Sergio Moro, o mesmo que hoje conduz a Lava Jato – Moro era o juiz instrutor do caso.


Em 2015 o professor universitário Charlinton Machado, presidente estadual do PT, protocolou pedido ao Ministério Público para que não deixe o caso prescrever.

“Embora haja toda a gravidade, o juiz Sérgio Moro resolveu secundarizar a atenção processual, resultado por temermos a prescrição, como acontece nos processos do PSDB, estamos agindo pedindo celeridade”, disse ele.




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