O voo inaugural está previsto para 2019; teste deve ser neste semestre.
A companhia diz ter recebido 90 encomendas do modelo.




A Embraer apresentou nesta terça-feira (7) o jato da família E2, o E195 - maior aeronave comercial já projetada e construída no país. O lançamento foi na sede da empresa, em São José dos Campos (SP), onde o modelo é fabricado. O voo inaugural está previsto para 2019.
A companhia tem 90 encomendas do E195-E2, cujo maior atrativo, segundo a empresa, é a alcance de voo que chega a 4,5 mil quilômetros - 800 a mais que a primeira geração do E195.
O avião tem capacidade para até 146 passageiros e a empresa promete economia de até 24% no consumo e de 20% nos custos com manutenção, em relação ao modelo anterior. A expectativa é que ele faça o voo teste ainda neste semestre.
O evento na fabricante de aviões contou com a presença de funcionários e executivos da empresa. A aeronave comercial é o último modelo da família, lançada em 2015.  O primeiro foi E-190 E2, lançado no primeiro semestre do ano passado.
Segundo o presidente da Embraer, Paulo Cesar Silva, o projeto que garante maior economia às companhias foi uma exigência dos clientes. A demanda levou a adaptações na engenharia do modelo, entre elas a aerodinâmica da asa.
“Esse modelo traz uma série de inovações a começar pelo motor. Ele tem um motor que representa uma redução de gasto de 16% e uma asa nova que traz uma economia que pode chegar a um custo operacional 24% menor”, disse.
O tradicional banho de champanhe nas apresentações de aeronaves, feito por executivos da empresa, foi feito desta vez por funcionários da linha de produção, engenharia e administrativo.
Embraer lança maior jato comercial do Brasil, o E195-E2 (Foto: Poliana Casemiro)Trabalhadores jogam champanhe na aeronave para celebrar lançamento (Foto: Poliana Casemiro)

Concorrência
Apesar da expectativa positiva, a Embraer ainda tenta uma solução com relação ao subsídio do governo canadense à Bombardier, principal concorrente da Embraer no mercado da aviação comercial.

Segundo o presidente da companhia, a intervenção canadense pode atrapalhar a posição da produtora nacional no mercado.
“Essa é uma indústria que tem competição muito grande. Quando o governo apoia as empresas maciçamente, é preciso evitar isso para ter garantia para os governos não tenham influência a ponto de o mercado não ter uma decisão em função do melhor produto. Isso atrapalha um pouco porque o concorrente pode ser mais agressivo. O Brasil tem nos apoiado muito e tentando de tudo para que esse tipo de estratégia não exista”, afirmou Paulo César.


G1

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