O dólar opera em queda em relação ao real nesta quarta-feira (15), chegando à casa de R$ 3,05, com investidores de olho no cenário político do Brasil e com expectativas de ingresso de recursos externos no país. O dia também é marcado, mais uma vez, pela interferência do Banco Central no mercado de câmbio. 

Às 14h50, o dólar recuava 1,26%, a R$ 3,057 na venda, depois de ter fechado na véspera a R$ 3,096, menor nível desde 2 de julho de 2015. Veja a cotação do dólar hoje:
  
Moedas
 
Dólar Comercial-1,12%R$ 3,061
Euro-0,53%R$ 3,246
Libra-0,76%R$ 3,817

Cenário interno

Os negócios desta quarta repercutem a nova vitória do governo após o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, ter garantido a indicação de Moreira Franco para a Secretaria Geral da Presidência. 

Segundo a Reuters, a decisão foi vista pelo mercado como demonstração de força do governo do presidente Michel Temer e que pode facilitar a aprovação de importantes reformas, como a da Previdência, tida como essencial para colocar as contas públicas do país em ordem. 

"A expectativa de avanço em reformas estruturais, principalmente a da Previdência, dava suporte para o otimismo", resumiu a Advanced Corretora em relatório a clientes. 

Ajudava também no movimento de queda do dólar as expectativas de entradas de recursos no país, seja para aproveitar as taxas de juros ainda elevadas, apesar das expectativas de mais cortes da Selic pelo BC, seja via captações ou aberturas de capital, destaca a Reuters. 

Na véspera, acionistas da Log Commercial Properties, unidade de gestão de espaços comerciais da construtora e incorporadora MRV aprovaram que a companhia peça registro para uma oferta inicial de ações. 

"O real ainda está caro. Ninguém vai comprar agora sabendo que pode pagar mais barato", avaliou à Reuters o gestor do departamento de Câmbio da corretora Gradual Investimentos, Hamilton Bernal.

Juros nos EUA

Os investidores, no entanto, seguem atentos ao exterior, que limita a queda do dólar em relação ao real. Nesta quarta, a moeda dos Estados Unidos subia em relação a outras após Janet Yellen, a chefe do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, ter sinalizado na véspera mais aumentos de juros no país. 

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas no país, o dólar teria uma tendência de alta em relação a moedas como o real. Isso porque os Estados Unidos se tornariam mais atraentes para investidores que possuem recursos aplicados em outros mercados, como o Brasil.

Intervenção do BC

O Banco Central realiza novamente nesta sessão leilão de swap cambial tradicional - equivalente à venda futura de moeda - com oferta de até 6 mil contratos. 



G1
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