As seis escolas que fecham a maratona de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro levarão o público a viajar pela Europa, África e América na noite desta segunda-feira (26). Curiosamente, as responsáveis por abrir e fechar a festa, respectivamente União da Ilha e Mangueira, apostam em enredos ligados à religiosidade para conquistar o público e os jurados.


Das demais, a São Clemente mantém sua tradição de irreverência para falar de uma fraude financeira (na França, mas o paralelo com o Brasil será inevitável), a Mocidade convida o público a viajar pelo Marrocos mágico das mil e uma noites, a Unidos da Tijuca conta a história da música dos Estados Unidos e a Portela parte de uma autorreferência para navegar pelos rios do mundo. 

UNIÃO DA ILHA



 
A Tricolor da Ilha do Governador decidiu inovar neste carnaval. E foi com tudo: tem carnavalesco estreante no Grupo Especial, contando uma história da cultura do candomblé banto, de Angola, nunca relatada na Sapucaí. Severo Luzardo vai usar as inquices (equivalente a orixás) para contar o enredo “Nzara Ndembu! Glória ao Senhor Tempo” 
A história contada pela União da Ilha é conduzida por Kitembo, rei de Angola que é o inquice mágico do tempo. Ele passeia pelos elementos da natureza - água, fogo, terra e ar – junto com outros inquices e modifica a vida dos homens, mostrando que o tempo tem a nos ensinar sobre a preservação da natureza.
A União da Ilha, que no carnaval passado foi a 11ª colocada, vai se apresentar com 3.400 componentes, em 31 alas e com seis carros.
Ficha técnica
Enredo: Nzara Ndembu! Glória ao Senhor Tempo
Carnavalesco: Severo Luzardo

Intérprete: Ito Melodia
Mestre de bateria: Ciça
Rainha de bateria: Tânia Oliveira
Mestre-sala e porta-bandeira: Phelipe Lemos e Dandara Ventapane
Comissão de frente: Carlinhos de Jesus 


 SÃO CLEMENTE



A escola de Botafogo vai contar no Sambódromo a história de uma fraude: ao ser convidado para uma festa no palácio de seu ministro das finanças, o rei Luís XIV percebeu que o tesouro real estava sendo roubado. Afinal, o ministro não tinha renda suficiente para mandar construir um castelo como aquele, tão grande e luxuoso.

A carnavalesca Rosa Magalhães resolveu contar com muita irreverência e ironia, no enredo “Onisuáquimalipanse “, a história do monarca que, ao perceber que estava sendo lesado, prendeu o ministro e mandou que arquitetos e artistas erguessem um palácio ainda maior e mais bonito, dando origem ao Palácio de Versailles.

A São Clemente, que no ano passado ficou na nona colocação, desfila com 3.000 componentes em 30 alas e com seis carros.

Ficha técnica

Enredo: Onisuáquimalipanse

Carnavalesca: Rosa Magalhães

Intérprete: Léo Nunes

Mestre de bateria: Caliquinho

Rainha de bateria: Raphaela Gomes

Mestre-sala e porta-bandeira: Fabrício e Denadir


Comissão de frente: Sérgio Lobato 


MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL



A Verde e Branca da Zona Oeste do RIo, num passe de mágica, vai propor uma viagem da comunidade da Vila Vintém a Marrakesh para conhecer as similaridades e as diferenças entra as culturas brasileira e marroquina. E para conhecer esse universo, nada melhor que embarcar nesse tapete mágico, no enredo “As mil e uma noites de uma Mocidade pra lá de Marrakesh” , dos carnavalescos Alexandre Louzada e Edson Pereira.

A viagem pelo reino exótico do Marrocos vai ser conduzida por personagens como Sinbad e Aladdin, levando o público a conhecer tradições, saberes e sabores do Marrocos. Entre o Saara de lá e a Saara de cá, o que não vai faltar é novidade e histórias que se equivalem às lendas brasileiras.

A Mocidade, que em 2016 ficou na décima colocação, vem este ano com 3.300 componentes, 33 alas, seis carros e um tripé.

Ficha técnica

Enredo: As mil e uma noites de uma Mocidade pra lá de Marrakesh

Carnavalescos: Alexandre Louzada e Edson Pereira

Intérprete: Wander Pires

Mestre de bateria: Dudu

Rainha de bateria: Camila Silva

Mestre-sala e porta-bandeira: Diogo Jesus e Cristiane Caldas

Comissão de frente: Saulo Finelon e Jorge Teixeira 

UNIDOS DA TIJUCA



A escola do Morro do Borel partiu de um fato real, o encontro ocorrido entre o músico brasileiro Pixinguinha e seu colega americano Louis Armstrong, para criar o enredo “Música na alma, inspiração de uma nação”. Na história imaginada pelos carnavalescos Mauro Quintaes, Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo, o músico americano conta ao brasileiro a história da música norte-americana.

Vários ritmos vão desfilar pela avenida, como o jazz, o country, o rock, o soul, entre outros. Lá também estarão grandes nomes da música americana, ídolos como Michael Jackson e Beyoncé, além dos musicais da Broadway.

A Unidos da Tijuca, que no ano passado foi a segunda colocada, vai desfilar com 3.500 componentes, em 28 alas e seis carros.

Ficha técnica

Enredo: Música na alma, inspiração de uma nação

Carnavalescos: Mauro Quintaes, Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo

Intérprete: Tinga

Mestre de bateria: Casagrande

Rainha de bateria: Juliana Alves

Mestre-sala e porta-bandeira: Julinho e Rute

Comissão de frente: Alex Neoral


PORTELA


Do clássico samba “Foi um rio que passou em minha vida”, de Paulinho da Viola, nasceu a inspiração do carnavalesco Paulo Barros para criar o enredo “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar". A Portela vai se deixar conduzir pelos mais importantes rios de água doce do mundo, contando suas histórias e lenda e o desenvolvimento da população às suas margens.

E nesse mar de lirismo e conhecimento, a escola vai levar o público ao turbilhão de emoções que é o manto azul e branco da Portela. Fonte de inspiração que vai inundar a avenida de emoção.

A Portela, terceira em 2016, este ano vai desfilar com 3.400 componentes em 31 alas e seis carros.

Ficha técnica

Enredo: Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar

Carnavalesco: Paulo Barros

Intérprete: Gilsinho

Mestre de bateria: Nilo Sérgio

Rainha de bateria: Bianca Monteiro

Mestre-sala e porta-bandeira: Alex Marcelino e Danielle Nascimento

Comissão de frente: Léo Senna e Kelly Siqueira 


MANGUEIRA



Atual campeã, a Estação Primeira vai buscar o bicampeonato brincando com a religiosidade dos brasileiros, que em todas as situações se apegam a santos e orixás a qualquer instante no dia a dia. O carnavalesco Leandro Vieira diz que o enredo “Só com a ajuda do santo”, também pode ser um pedido de proteção para conquistar o bicampeonato no carnaval carioca.

A escola vai levar para a avenida não somente os santos católicos, mas também os orixás da umbanda, mostrando que o sincretismo faz parte da cultura do povo, que uma hora acende uma vela para o santo, outra joga flores no mar para um orixá. A Mangueira vai mostrar ainda a total intimidade do povo com os santos, nas festas e celebrações, sempre com um patuá no bolso que é para dar mole para o azar.

A Mangueira vai se apresentar com 3.500 componentes, 26 alas, seis carros e três tripés.

Ficha técnica

Enredo: Só com a ajuda do santo

Carnavalesco: Leandro Vieira

Intérprete: Ciganerey

Mestre de bateria: Rodrigo Explosão

Rainha de bateria: Evelyn Bastos

Mestre-sala e porta-bandeira: Matheus Olivério e Squel Jorgea

Comissão de frente: Júnior Scapin






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