© Getty Ricardinho, do futebol de cinco, carregou bandeira do Brasil no encerramento da Rio 2016



O Rio de Janeiro se despediu dos Jogos Paralímpicos na noite deste domingo. Na cerimônia de encerramento, no Maracanã, chegou ao fim um ciclo de megaeventos realizados no Brasil nos últimos anos com uma chama que se apagou e espera para reluzir novamente em Tóquio 2020.

Foi uma celebração cheia de referências culturais dos dois países, do que encerra sua festa ao que aguarda recebê-la daqui quatro anos. O Brasil apostou alto na música, com nomes consagrados como Ivete Sangalo; e o Japão tentou se apresentar na visão daqueles que tem deficiência.

Nos discursos de autoridades, ao contrário do que aconteceu na cerimônia de abertura, não houve vaias. Teve protesto, porém, contra o presidente Michel Temer - que não compareceu ao evento - com o músico Lúcio Maia, da Nação Zumbi, exibindo um "Fora Temer" em sua guitarra.

Fogos de artifício durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos © Getty Fogos de artifício durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos 
 
O FIM DE UM CICLO

O encerramento dos Jogos Paralímpicos de 2016 marca o fim de uma série de grandes eventos organizados pelo Brasil. Um ciclo que foi iniciado em 2007, ano em que o mesmo Rio recebeu os Jogos Pan-Americanos e o país foi escolhido para sediar a Copa do Mundo em 2014.

De lá para cá, foram Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíada, Paralimpíada e mesmo eventos não esportivos, como a Rio+20, cúpula da ONU sobre o meio ambiente em 2012, ou a visita do papa Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude em 2013.

Em comum em quase todas as ocasiões, o fato de país ter tido que driblar desconfiança, atrasos e protestos populares. No fim desse ciclo, o momento é ainda mais delicado, com uma troca de presidente em meio ao curto intervalo que separou os Jogos Olímpicos dos Paralímpicos.

A CERIMÔNIA

O período de instabilidade do país não impediu uma grande festa para encerrar os Jogos Paralímpicos - que, de fato, deixou razões para celebrar. A cerimônia começou com Gaby Amarantos, passou por Vanessa da Mata e Nação Zumbi, até ser encerrada por Ivete Sangalo.

Os atletas assistiram a tudo de perto, no espaço onde fica tradicionalmente o gramado. De lá viram, por exemplo, a entrada das bandeiras logo no início da cerimônia. A do Brasil foi carregada por Ricardinho, autor do gol que valeu a medalha de ouro ao país no futebol de cinco no Rio.

O momento triste da celebração foi o minuto de silêncio em homenagem ao ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad, que faleceu neste sábado, enquanto competia. O atleta foi lembrado no início do discurso de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador da Rio 2016.

PASSAGEM PARA TÓQUIO

A bandeira paralímpica foi entregue à governadora de Tóquio, Yuriko Koike, às 21h15 (horário de Brasília) pelo presidente do Comitê Paralímpico Internacional (CPI), Philip Craven. Ela chegou nas mãos do atual prefeito do Rio Eduardo Paes, que foi vaiado por parte do público presente.

Logo depois, a bandeira do Japão também foi hasteada no Maracanã. As atrações do segmento comandado pelos asiáticos incluíram uma modelo e um dançarino amputados e a performance de um deficiente visual, todas tentando apresentar um pouco da próxima sede.

Debaixo de chuva, o fogo da pira paralímpica, acesso no último dia 7 de setembro no Maracanã, se apagou às 22h22, quando sopraram os "ventos do futuro", segundo elaborou a organização.

Foi ao som de Ivete Sangalo, porém, que os Jogos se despediram oficialmente do Rio. Que a "poeira" da música também sirva para o Brasil dos megaeventos se levantar e dar a volta por cima de seus problemas. Nos últimos dias, atletas deram inúmeros exemplos de que é possível.
O privilégio de recebê-los agora é de Tóquio.


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